Shin Haseul


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Haseul (hangul: 하슬), nascida Shin Haseul (hangul: 신하슬) (Seul, 30 de março de 1987), é uma editora de moda de origem sul-coreana, atualmente editora da DAZED KOREA. Anteriormente, Haseul foi conhecida por ter sido modelo fotográfica e de passarela, atuando principalmente em Seul e desfilando para grandes nomes da moda coreana e internacional. É filha mais nova da ex top-model Moon Joeun e do promotor Shin Gunwoo.

Haseul em ensaio para a Marie Claire Korea, 2021.

Também conhecido comoHaseul; Shin Haseul
Nascimento30 de março de 1987 (38 anos)
Local de NascimentoSeul, Coreia do Sul
OcupaçãoModelo, jornalista e editora de moda da Dazed Korea
AfiliaçõesDazed Korea, Esteem Models, Storm Models.

> Biografia


TW: Menção à aborto, negligência parental e pressão estética.Era uma vez...Não, não. É assim que se começam os contos de fada, não é? Então nossa história não pode começar dessa forma.Shin Haseul nunca viveu um conto de fadas, embora quem olhasse de fora pudesse afirmar que ela tinha a vida dos sonhos. Tinha uma família perfeita, não tinha? Equilibrada e feliz, tal como as famílias ficcionais. Filha de Moon Joeun, uma das grandes modelos coreanas da década de 1980, e Shin Gunwoo, um promotor reconhecido na capital sul coreana, levava uma vida confortável na espaçosa casa da família, junto do irmão mais velho, Hawon. O primogênito, oito anos mais velho, era a pessoa mais incrível de seu mundo. Hawon dava asas à sua imaginação e à liberdade que cultivava desde pequena, era seu herói em um universo em que os pais não tinham tempo para olhar em seus olhos.Gunwoo ainda tinha a sensibilidade de um pai, mas o trabalho e os luxos da esposa levavam seus esforços ao limite e o tempo era escasso. Joeun, por outro lado, vislumbrou na filha o que ela mesma tinha sido algumas décadas antes. Moldada à beleza e elegância dos Moon e à tradição de mulheres da famíla que se envolviam com a moda, ela era perfeita para ocupar as capas das maiores revistas do país, quiçá do mundo. Foi quando impôs à filha o pesado treinamento para se tornar uma top model e deixou claro que jamais aceitaria que ela não estivesse à beira da perfeição. O treinamento era difícil, custoso, mas Haseul, no auge da adolescência, achava que estava apenas fazendo tudo o que tinha sido ensinada a fazer desde sempre: alcançar todos os níveis de perfeição impostos pela sociedade. As coisas só mudaram no fim do colegial, quando viu o mundo ruir sob os próprios pés.Hawon não seria seu protetor para sempre, então, assim que o diploma universitário surtiu algum efeito, não hesitou em ir embora. Primeiro para o exterior, no período mais difícil da vida de Haseul, quando começou a questionar os métodos da mãe e as brigas se iniciaram. Haseul tinha uma veia escritora inegável e o sonho de seguir a carreira de jornalista de moda da avó, já falecida, era latente. É claro que parecia inconcebível para a mãe, que sempre a lembrava de que, enquanto garantisse o sustento da menina, não haveria nada que ela pudesse fazer para se livrar de suas amarras. Joeun chegava a ser cruel e o ápice disso surgiu quando, mexendo nas coisas da filha, descobriu o teste de gravidez.Aquilo era inadimissível por uma série de motivos. Por Haseul ser praticamente uma adolescente, por não terem ideia de quem era o pai e, principalmente, porque grávida ela não poderia ser a modelo com a carreira de sucesso que Joeun almejava. E a decisão para isso era muito simples na visão da mulher: a criança deveria ser tirada.É claro que uma gravidez não planejada implicava em muitas questões, mas, também trazia à tona seu maior desejo: o de ser mãe. Se havia algo que tocava seu coração, era a vontade de gerar uma vida, de pegar um bebê no colo e dizer que era seu filho. Joeun tinha conseguido essa oportunidade duas vezes. Por que Haseul não tinha o mesmo direito? Não sabia. E não tinha o direito de fazer perguntas, só devia obedecer.Era o limite do que poderia aguentar. Haseul se fechou completamente e dedicou os últimos anos fora da maior idade e treinar exaustivamente. Continuou a faculdade com muito sacrifício e abdicou da própria vida para realizar o sonho de outra pessoa. E a intensidade de seus esforços renderam frutos. Nunca se tornou a modelo mais conhecida do mundo como era o desejo da matriarca, mas a elegância, carisma e beleza trouxeram boas oportunidades, que se desenvolveram ao longo dos anos trabalhando incansavelmente. Aos vinte e três, deixou a casa dos pais e se mudou para um loft em Seul, tentando reconstruir e retomar as rédeas da própria vida aos poucos.Felizmente, o sobrenome abria portas e com a ajuda, sempre sob os panos, do pai, Haseul conseguiu alguns trabalhos pequenos no meio da redação de moda. Fazia pequenos freelances, transitava pelos mesmos espaços que ocupava antes, como modelo, mas se vendo como narradora desta vez. A experiência de trabalho no meio se fez um diferencial e trouxe contatos. Modelando para marcas famosas, tinha o carinho de inúmeros estilistas imensos que trouxeram uma vantagem mais do que bem-vinda.A ascenção não foi rápida, mas certamente veio cedo. Antes de chegar aos trinta, Haseul conseguiu uma vaga na Dazed Korea, como assistente editorial. Com o tempo, ganhou experiência e seguia de perto os superiores para compreender o interior da revista, até se tornar assistente pessoal do editor de moda, um homem rígido e de rotina intensa, que a fez duvidar da própria capacidade várias vezes. Ao longo dos anos, no entanto, construiu uma carreira sólida dentro da revista, passando a assessorar o chefe em diversas ocasiões e até auxiliar em escolhas sutis nas capas. Ao mesmo tempo, continuava escrevendo, se dedicando até o limite para ser reconhecida no meio editorial.E o reconhecimento veio quando, aos 35 anos, se tornou editora auxiliar. Na época, com a melhora financeira visível e a maior estabilidade, Haseul procurou um local que combinasse mais com seu estilo de vida, uma residência que fosse confortável e sofisticada para os padrões da mulher que estava se tornando. Encontrou em um condomínio elegante em Yongsan, que oferecia exatamente o tipo de apartamento que ela gostaria. Ainda que fosse uma mulher que não se gabava de seus ganhos, não poderia dizer que vivia feliz no simples, e um apartamento em que o elevador pudesse parar dentro de sua entrada... não era nada mal. Assim, se estabeleceu ali, um pouco mais longe do trabalho, mas com um percurso que não se incomodava de fazer diariamente.Dois anos depois, assim que completou 37, foi a vez de seu grande mentor e editor por vários anos assumir um cargo ainda maior, em outra revista de renome, e o nome cotado para assumir a editoração da Dazed não poderia ser outro. Atualmente, acabou de completar seu primeiro ano como editora de moda em uma das publicações mais influentes do país. Estava estabelecida e tinha toda a segurança de que precisava para correr atrás do sonho que havia sido tirado dela há anos antes: ser mãe. Haseul sabe bem que os contos de fada não existe e não se deixa seduzir por eles, mas, pela primeira vez, pode dizer que não está seguindo um roteiro imposto e vivendo os sonhos de outra pessoa.

> Trivia


Personalidade: Haseul é uma pessoa silenciosa e observadora. Bem articulada, aprendeu cedo a ler as pessoas e os ambientes com bastante precisão, o que é muito bom para seu trabalho. Apesar de ser muito sensível, não costuma demonstrar isso com facilidade, preferindo impor a imagem de mulher rígida e inabalável, para evitar possíveis contatos que ela consideraria dispensáveis. É exigente consigo mesma, muito desconfiada de intenções alheias e resiste a criar vínculos, embora se mostre profundamente leal quando alguém consegue ultrapassar os muros que criou ao redor de si mesma.
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1. Haseul é uma pessoa muito apegada e é difícil conseguir sua confiança plenamente. O caminho para conseguir sua total atenção é demorado. E não por ela achar que é uma pessoa muito maior ou melhor do que outras, mas pelo simples fato de ter passado por grandes situações durante a vida que a deixaram insegura demais para que pudesse se soltar outra vez.2. Desenvolveu alguns hobbies no decorrer da adolescência. Os principais são desenho e pintura, que vieram a se tornar um refúgio. Também gosta muito de ler, um hobby que adquiriu durante o ensino médio, no período em que se preparava para entrar na universidade contra a vontade da mãe. Como a boa jornalista que é, sempre carrega um livro consigo e está lendo para se atualizar dentro do universo da moda.3. Não fala sobre o aborto, nunca. As únicas pessoas que sabem são ela e a mãe. Também evita falar muito sobre si mesma no geral, tentando se mostrar mais interessada no que as outras pessoas têm a dizer e também mantendo um pouco de privacidade sobre a própria vida.4. Tem um medo quase irracional de agulhas. Poderia parecer uma bobagem para quem observa de fora, mas quando criança, a mãe deixava que as agulhas presas nas roupas para prova espetassem propositalmente algumas partes de seu corpo, sempre se queixando de que ela não parava quieta para as provas. Os episódios sempre eram seguidos de sermões intermináveis, com a mãe dizendo que ela era uma grande decepção. Sempre que prova uma roupa, até hoje, e uma agulha acaba tocando seu corpo, ela fica trêmula e nervosa por se lembrar daquelas situações.5. Já trabalha há onze anos na Dazed e considera que sua ascensão até chegar ao cargo de editora foi muito rápida e tem medo de que as pessoas falem que o conseguiu devido a muitos privilégios. Por isso, enquanto profissional, é extremamente rígida e exigente, tentando mostrar a excelência de sua redação a cada nova edição da revista. Coordena a edição de moda com mão de ferro, embora não seja uma pessoa ruim para seus funcionários, só não tem o hábito de se aproximar demais deles.6. Atualmente, estabelecida na vida profissional e pessoal, Haseul começa a enfrentar outro desafio: ser mãe. Com a impossibilidade de engravidar novamente e a recusa em ter um relacionamento amoroso, tem enfrentado uma série de dificuldades para conseguir entrar na fila de adoção, uma vez que a Coreia do Sul restringe o máximo possível de mulheres solteiras a adotarem.

> Conexões


Oie família! Só para começar, eu sou player +18, meus pronomes são ela/dela e meus triggers são abusos em geral, incesto e pedofilia.Eu não sou muito de criar conexões, porque tenho zero criatividade pra isso. Mas... tentei colocar umas logo abaixo, principalmente pra players que trabalhem na readação da Dazed. É importante explicar que ela é bastante reservada, então é difícil que ela se solte muito no início, a não ser que seja uma pessoa conhecida há mais tempo, por isso alguma cnns vão por esse caminho. Dito isso, também estou aberta às sugestões!
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01. Haseul vê um imenso potencial em muse e não hesita em ajudá-lo quando preciso na redação, seja puxando sua orelha, elegantemente, é claro, revisando e ajustando seus textos discretamente. Embora a fachada seja de chefe rígida que cobra tudo o tempo todo de Muse, no fundo, ela só está cuidando dele e o ajudando a subir na carreira.02. Muse e Haseul foram colegas de escola/faculdade e essa pessoa é quem mais chega perto de conhecer a editora longe da vida exuberante que vive agora. Embora não sejam exatamente melhores amigos, existe uma certa confiança mútua onde os dois sabem o suficiente sobre a vida um do outro.03. Muse ocupa uma posição de influência dentro do meio em que Haseul atua e representa, de alguma forma, estruturas que marcaram negativamente sua trajetória, ainda que a relação entre ambos se mantenha cordial e estratégica. O contato entre os dois é pautado no cordialismo, os dois se toleram.04. Muse mora no mesmo condomínio que Haseul, no Yongsan Central Park, e mantém com ela uma convivência casual, feita de encontros breves em espaços compartilhados. Apesar da superficialidade aparente, algumas conversas honestas de ambos criaram um tipo de familiaridade tranquila entre os dois.05. Haseul e Muse tiveram um breve relacionamento logo que ela ingressou na revista e os dois acabaram se separando devido à intensa agenda de trabalho e da dedicação exclusiva da jornalista, o que rendeu certos ressentimentos._Conforme novas ideias aparecerem, eu vou acrescentando aqui!